Júnior Poli


sabedoria...

Refletindo dia 17, capítulo 5 (Sabedoria)

Quando caminhamos sobre a areia deixamos nossas pegadas. Por um determinado tempo...

Quando observamos um grande avião cortando os céus, dependendo da temperatura, é possível deixar um imenso rastro branco nos céus. Por um determinado tempo...

Uma flecha lançada ao alvo, corta o ar, mas nem rastro deixa.

Parecida é a vida levada pelos arrogantes, soberbos, orgulhosos... Quanto mais assim se tornam, menos rastros deixam.

E quanto aqueles que optam pela honestidade, integridade, simplicidade, humildade... Estes serão alcançados pelas mãos generosas do Senhor.

<<Mas os justos viverão eternamente; sua recompensa está no Senhor, e o Altíssimo cuidará deles. Por isso receberão a régia coroa de glória, e o diadema da beleza da mão do Senhor, porque os cobrirá com sua direita, e os protegerá com seu braço.>> (Sab 5, 15-16) 



Escrito por Júnior Poli às 00h17
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Sabedoria...

Para hoje. Dia 16. Capítulo 4.

Se por acaso enveredamos pelos tortuosos caminhos. Se por acaso estamos ladeira à baixo. Como o filho pródigo. Que resolveu gastar toda a sua parte da herança. A delicadeza de Deus é capaz de nos resgatar e nos reconduzir para o bom caminho.

Para isso a misericórdia de Deus é imensa! Somos amados por Ele de tal maneira que pouco importa os nossos feitos. Deus quer nos tirar do meio dos pecadores. Daqueles que preferem seguir a vida de maneira como se Deus não existisse.

A Secretaria de Assistência ao Ser Humano funciona 24 horas por dia! Deus não se cansa!

<<... que o favor de Deus e sua misericórdia são para seus eleitos, e sua assistência está no meio de seus fiéis.>> (Sab 4, 15)



Escrito por Júnior Poli às 21h20
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Sabedoria...

Como eu não postei nada ontém, dia 15, hoje transcreverei os capítulos 3 e 4 da Sabedoria.

Vamos lá...

Diferente sorte dos justos e dos ímpios.

Sempre temos de fazer escolhas. É nossa opção em decidir para qual lado pender.

As pessoas de bem deixam grandes legados. Raízes profundas. Suas histórias são sempre relembradas e contadas. As pessoas que procuram trilhar pelos bons caminhos, mesmo quando tropeçam, a mão de Deus as levanta. Encontram forças!

As pessoas que optam pelos caminhos largos e espaçosos, dão a impressão de que levam vantagens. Mas as suas raízes não são profundas. Não resistem às tempestades.

<<Os que põem sua confiança nEle compreenderão a verdade, e os que são fiéis habitarão com Ele no amor: porque seus eleitos são dignos de favor e misericórdia.>> (Sab 3, 9)

 



Escrito por Júnior Poli às 21h10
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Sabedoria...

A nossa travessia pelo mar da vida é cheia de altos e baixos. Navegamos tranquilamente nas águas calmas. Mas as tempestades são inevitáveis. Ora requer força, ora requer paciência, ora requer inteligência, ora requer isso, ora requer aquilo...

Nossa peregrinação é curta. Mesmo que dure 90 ou 100 anos! Comparado à eternidade... É nada!

A cada dia, a cada semana, a cada mês, a cada ano... Fazemos escolhas. Ora acertamos, ora erramos. Ora estamos no pódio. Ora fora dele. Não sei se a cada dia se deve matar um leão. Pois o bicho nada tem haver com as nossas vitórias e os nossos fracassos.

O poeta também disse <<havia uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho havia uma pedra>> e quem encontra pedras pelo caminho sabe bem, ou deveria saber, o que fazer com elas. Chutá-las, guardá-las... Eu só sei que é em meio a pedradas que crescemos como gente.

No livro da Sabedoria, no capítulo 2, neste dia 14, medito.

<<De repente nascemos, e logo passaremos, como quem não existiu. Fumaça é a respiração em nossas narinas e o pensamento, uma centelha ao pulsar do coração; quando ela se apaga, nosso corpo se tornará cinza e o espírito se dispersará como o ar inconsistente.>> (Sab 2, 2-3)

<<Nossa vida é a passagem de uma sombra e nosso fim, irreversível: uma vez lacrada a porta, ninguém volta.>> (Sab 2, 5)

Tem gente guardando vinho em suas adegas para um dia, abrir uma garrafa e comemorar algum feito. Tem gente ajuntando poupança ao extremo, para um dia, quem sabe usufruir... Ou seja economizando no cafezinho, em viagens, em roupas, etc e tal... Certa vez ouvi de Max Gehringer: <<Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o valor das coisas e não o seu preço.>>

Podemos escolher o caminho do ímpio ou o do justo. Como se afirma: O justo é que está certo.



Escrito por Júnior Poli às 22h32
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Sabedoria...

O rei Salomão fez uma prece a Deus dizendo: << Dai, pois, ao vosso servo um coração sábio...>> (1 Reis 3, 8)  Ou seja, Salomão pediu SABEDORIA. O Senhor lhe disse: <<Pois que me fizeste esse pedido, e não pediste nem longa vida, nem riqueza, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça, vou satisfazer o teu desejo; dou-te um coração tão sábio e inteligente...>> (1 Reis 3, 11-12).

Então atribui-se a Salomão o Eclesiastes e Sabedoria. Interessante. O livro do Eclesiastes tem 12 capítulos e o livro da Sabedoria tem 19 capítulos. Se somarmos teremos 31 capítulos. Talvez você esteja pedindo a Deus muitos anos de vida, saúde, riquezas, e os inimigos bem longe... Talvez uma reflexão possa fazer com que na lista de pedidos apareça em primeiro lugar: SABEDORIA a exemplo de Salomão.

Que tal ler um capítulo por dia deste livros sapienciais? Por exemplo, hoje dia 13. Ler o primeiro capítulo do livro da Sabedoria. Transcrevo alguns versículos...

<<Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; com efeito os pensamentos tortuosos se afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos.>> (Sab 1, 1-3)

<<Sim, a sabedoria é um espírito que ama os homens...>> (Sab 1, 6)

 



Escrito por Júnior Poli às 22h16
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Espiritualidade nas empresas (12)

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Ao terminar este trabalho, gostaríamos de olhar para o caminho percorrido e avaliar a relevância de seus resultados, já que no início de nossa pesquisa podia parecer estranho querer encontrar uma resposta sobre espiritualidade nas empresas. Talvez, em um primeiro momento, pode-se ter tido a ideia de um discurso proselistista.

No decorrer do nosso trabalho, à medida que selecionávamos matérias, artigos, livros... cujo objetivo era identificar ações, medidas, exemplos de espiritualidade nas empresas, apresentou-se um mar ainda a ser explorado, sendo que alguns gestores estão adentrando nesse mar e descobrindo uma nova forma de gestão. É possível conciliar formas de administração tradicionais àquelas utilizadas em um outro ambiente, o religioso, espiritual.

Para tanto, as companhias que desejam explorar esse caminho devem tomar muito cuidado com aquilo se prega. Faz-se necessário,logo, cumprir o que é falado. A ação diferente do discurso pode ser um tiro no pé. Haja vista que a implantação dessa gestão – espiritual – deve partir da empresa.

Nosso trabalho procurou encontrar exemplos, conceitos de espiritualidade num mundo não acostumado a lidar com o mundo místico, divinal, transcendental. Os conceitos de religiosidade contribuíram para demonstrar que  é possível chegar à espiritualidade através da religião, que o tema espiritualidade vem ganhando mais adeptos.

O papel do líder é de fundamental importância, pois ele torna-se a proa do navio, aquele que vai à frente, que dá os exemplos, que desenvolve novas habilidades de gestão, enfim, aquele que torna-se uma referência. O líder é servidor ,é aquele que ensina seus liderados a encontrarem a sua própria luz. Aquele que comunica de forma clara às pessoas e as motiva.

Podemos afirmar que os textos citados são totalmente representativos em espiritualidade. Encontramos poucas “vozes” discordantes apenas quando se trata de espiritualidade confundida com religiosidade e até certo proselitismo. Concordamos em afirmar que realmente não pode haver proselitismo nas empresas, que é preciso haver respeito entre as pessoas que professam sua fé em religiões diferentes.

Finalmente, quando respondemos afirmativamente à nossa pergunta inicial,  que é possível desenvolver a inteligência espiritual nas empresas, não pretendemos acrescentar algo novo para a compreensão dos conceitos explicitados, mas acreditamos que nosso trabalho se faz relevante para o entendimento da articulação desse tema com o cotidiano das empresas. As mudanças no sentido de melhorar o ambiente de trabalho são benéficas, pois este ambiente é constituído por pessoas que também revêem suas maneiras de pensar.

Esta pesquisa que agora concluímos levou-nos a analisar o mundo empresaria,l que aos poucos vai descobrindo a importância de uma nova visão para enxergar além dos números, das estatísticas, dos cálculos, dos lucros, dos prejuízos...  Gostaríamos de terminar este trabalho com o que diz dr. Augusto Cury sobre inteligência espiritual:

 

 

1-    Ter consciência de que a vida é uma grande pergunta em busca de uma grande resposta.

2-    Procurar o sentido para a vida e a razão para a vivência.

3-    Procurar entender, independente de uma religião e de acordo com nossa cultura, os mistérios da vida e os segredos do Autor da existência.

4-    Investigar respostas para as perguntas que a ciência não tem como responder: Quem somos? Para onde vamos? O fim é o começo ou o começo é o fim?

5-    Ter consciência da temporalidade da existência.

6-    Descobrir esperança na desolação, conforto na tribulação, coragem nas perdas, sabedoria no caos.

Por que Inteligência Espiritual é uma lei da qualidade de vida? Porque a vida é belíssima, mas brevíssima e, por ser breve, deve ser vivida com intensidade e sabedoria. Porque há um desejo irrefreável no cerne do ser humano de conhecer sua própria origem. Desde os primórdios da sua existência ele procura pelo seu Criador.



Escrito por Júnior Poli às 22h30
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Espiritualidade nas empresas (11)

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2.2      VISÃO DO LÍDER ESPIRITUALIZADO

 

Aos poucos, a figura do líder espiritualizado vem ganhando destaque, pois este está percebendo que precisa construir em suas organizações um círculo virtuoso do bem. Tendo como base o servir. Percebe também que as pessoas espiritualizadas têm maior capacidade de lidar com o outro, de relacionar-se, de superar conflitos e crises.

Os líderes espiritualizados estão atentos até às ocorrências de inúmeras queixas como: dores de cabeça, taquicardia, hipertensão, obesidade, ansiedade, depressão, insônia, alcoolismo... Que tudo isso não pode ser normal. Nem adianta procurar um culpado ou culpados. Uma das palavras da vez é harmonia. Sabem que toda organização tem como objetivo e fim maior o lucro, mas estão percebendo que o lucro não vem das máquinas e equipamentos: vem das pessoas. Outra percepção é que Deus é simples, independentemente desta ou daquela religião.

Sempre que se fala em liderança, principalmente em líder espiritualizado, vem à cabeça a pessoa de Jesus Cristo. Afinal de contas, começou liderando um pequeno grupo de 12 pessoas. E se naquela época tivesse contratado uma empresa de RH para fazer a seleção, certamente nenhuma delas seriam escolhidas. Por isso Jesus é lembrado quando se fala em líder, pois muitos outros líderes também são lembrados, mas a diferença, e talvez maior de todas as possíveis apresentadas é: líderes escolhem os capacitados para desempenharem certas funções. Jesus capacitou os escolhidos. Ele próprio os preparava para estes se tornarem novos lideres.

  

Um novo tipo de líder empresarial começa a evoluir em relação ao empreendedor, no nível de valores, no nível de sentimentos, e de outras formas de pensar, de outras concepções em relação ao mundo dos negócios e do seu papel na sociedade. (ARRUDA, 2005, p.90)

 

O ponto de vista deste gestor é conduzir seu negócio em ética, respeito, solidariedade. Possui a visão da sustentabilidade.

 

Na Bíblia, mais precisamente no livro do Eclesiastes (Coélet) escrito 250 anos antes de Cristo, atribuído a Salomão, vai dizer:

 

“Somente descobri isto: Deus fez o homem reto, mas é ele quem procura os extravios.”

 

Há que se perguntar: Tanta correria para quê? Há de se pensar: Este agarrar-se ao sobrenatural, ao transcendental, a um Deus, não é um sinal de fraqueza – como pensou o filósofo –, mas sim como fortaleza. E é exatamente isso que muitas pessoas estão fazendo.



Escrito por Júnior Poli às 21h44
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Espiritualidade nas empresas (10)

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2.         LÍDERES: DISSEMINADORES DA IDEIA

2.1      QUAL O PAPEL DO LÍDER?

 

Como ensinou Jesus Cristo: “Quem quiser ser o primeiro, que seja o último.” Há algum tempo atrás os “líderes” poderiam ser chamados de capatazes. Cumpriam e executavam as ordens dos seus senhores. Faziam aquilo que os senhores queriam fazer, mas ordenavam aos seus capatazes. Mais tarde, surgem os gerentes, que eram mobilizados em coordenar, “cobrar” resultados, voltados para os aspectos quantitativos. Porém, os líderes atuais são aqueles que chegam a decisões mais criativas e com mais confiança; são mais intuitivos e ao mesmo tempo mais racionais; sabem lidar com conflitos; são servidores.

De uns tempos para cá a história da liderança ganhou outros ares. Novas motivações. Os líderes estão tendo de se reinventar.

Pensando sobre liderança, James C. Hunter (2004) demonstra sobre o papel do líder servidor,  daquele que tem a habilidade de lapidar as pessoas. Do líder que tem como desafio escolher os traços de caráter que precisam ser trabalhados. E destaca que a chave para a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem os relacionamentos. Mais, relacionamentos saudáveis. O autor ainda enfatiza que o líder é aquele que serve mais e tem por base o amor ágape e deve desenvolver qualidades como: paciência, bondade, humildade, respeito, generosidade, perdão, honestidade e compromisso.

Segundo Hunter, liderança é:

 

 

... a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum. (HUNTER, 2004, p. 25)

 

 

Stephen R. Covey (2005) descobriu-se um líder após um “empurrão” de um presidente de uma organização, que lhe incumbiu de viajar pelos EUA dando treinamento a líderes locais. Assim, pôde descobrir uma grande lição: encontrar a sua “voz”, liberar o potencial humano. Utilizando-se dos seus recursos físicos, mentais, emocionais e espirituais, pôde crescer e ver padrões nos princípios básicos de liderança. O autor assim define liderança: “Liderar é comunicar às pessoas seu valor e seu potencial de forma tão claras que elas acabem por vê-los em si mesmas.”

 

Outro ponto importante a destacar do livro é  que a organização é composta por pessoas que se relacionam e têm um propósito comum. Todos estão no mesmo barco.

Avançando ainda mais no assunto, João Carlos Almeida – pe. Joãozinho, scj – (2008) tenta descobrir um pouco sobre o líder amoroso. Para tanto, parte da carta escrita pelo apóstolo Paulo, intitulada “Hino ao Amor”. O autor, baseado neste pequeno trecho bíblico, discorre sobre as sete virtudes de um líder amoroso:

1ª. – O líder comunicativo. A primeira virtude fundamental para o líder amoroso é a capacidade de se comunicar.

2ª. – O líder confiante. Profecia, ciência e fé fazem parte deste mosaico que chamamos de “confiança amorosa”.

3ª. – O líder solidário. Mas uma coisa é certa, ser solidário com os pobres misteriosamente incrementa os lucros de qualquer empresa “amorizada”.

 4ª. – O líder paciente. É alguém que desenvolver a habilidade fundamental de fazer a coisa certa, do jeito certo, na hora certa.

5ª. – O líder discreto. O líder amoroso e discreto sabe como preservar sua família e seus aigos de sua vida pública.

6ª. – O líder honesto. O líder amoroso é honesto, tem caráter e personalidade.

7ª. – O líder resiliente.O amoroso “tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

 

 

O autor destaca o papel de Paulo – apóstolo de Jesus. O líder que levou o “empreendimento” de Jesus – inventor do negócio – aos quatro cantos do mundo.

Vemos que o papel do líder é muito mais do que “dar ordens” ou “cobrar resultados”. O líder é aquele que influencia as pessoas do grupo para que todos possam chegar à meta pretendida. O bom líder quer ser um vencedor. Para isso, tem em mente que é preciso descobrir as razões que a própria razão desconhece e, para obter essa resposta, pergunta ao coração. Precisa ser espiritualizado.



Escrito por Júnior Poli às 22h37
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Espritualidade nas empresas (9)

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Outra reportagem de Exame é feita por David Cohen sob o tema indagador: Deus ajuda? O tema da espiritualidade está tomando conta do mundo corporativo. A questão é: por quê? E como ele pode transformar as empresas? Onde o autor explora acerca do tema, citando vários exemplos e assim começa:

 

O mundo corporativo sempre foi conhecido -- fosse isso certo ou errado -- como o reino da racionalidade, da frieza, dos números e resultados. Desde meados da década passada, porém, mais e mais executivos andam falando de coisas como "alma da empresa", "missão social", "ecologia dos negócios". É uma mudança e tanto. Ninguém desdenha, é claro, a mão invisível do mercado. Mas muita gente acha que mais forte que ela deve ser a mão de Deus.

  

Cohen ilustra sua reportagem com um exemplo, que para o espiritualistas pode enquadrar-se também como um testemunho.

 

A primeira coisa que o empresário catarinense Albertino Colombo, o Beto Colombo, faz ao chegar à sua fábrica é benzê-la, percorrendo-a de maneira que o caminho forme uma cruz. Esse ritual é repetido todos os dias, por volta das 9 horas. Não à toa, sua empresa chama-se Anjo. Em 1986, mesmo com pouquíssimo dinheiro para iniciar seu negócio, ele comprou a marca, que já estava registrada. A Anjo Química é hoje uma fabricante de solventes e revestimentos químicos com sede em Criciúma, no sul de Santa Catarina. Colombo teve a idéia de fundá-la quando era balconista de uma loja de tintas na cidade. Desde o início, a inspiração foi Cristo. "Sou técnico em contabilidade, não entendia nada de administração", diz. "Então fui buscar os exemplos na vida de Jesus." (Hoje, Colombo tem MBA da Fundação Getúlio Vargas e curso de administração da Escola Superior de Guerra, mas seu modelo de gestão continua sendo o das pastorais da Igreja Católica. Sua empresa não tem diretores, mas coordenadores, um dos dois níveis hierárquicos existentes.) 

 

Cohen destaca a boa formação do empresário – inclusive com MBA – porém, espelha-se no modelo de gestão da Igreja Católica. O que nos leva a questionar: Será que a formação religiosa – quando ainda menino – deste empresário dentro da Igreja o forjou em um homem de fé e temente a Deus? Ao que tudo indica pela matéria, a resposta tende a ser afirmativa.

Surgem também algumas sociedades organizadas com a finalidade de ajudar os empresários a disseminar os ensinamentos da espiritualidade, do evangelho, da boa ética, da justiça social dentro das organizações. Citamos o exemplo da ADCE – Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa – com sede em vários estados brasileiros. Trata-se de uma sociedade civil de caráter cultural e educativo, sem fins lucrativos, cujo objetivo é estudar, viver e definir nas atividades econômica e social os princípios e aplicações dos ensinamentos cristãos, através da educação e da formação do meio empresarial. A associação tem por missão: unir, orientar e motivar os dirigentes de empresa para a prática efetiva do pensamento social cristão, comprometendo-se com seu melhoramento pessoal, com a transformação do ambiente empresarial e com a edificação de uma sociedade mais justa, que promova a dignidade da pessoa e objetive o bem comum.  Em sua declaração de princípios, a ADCE ressalta que “pretende retomar caminhos que restabeleçam, entre os povos, uma comunidade integrada no verdadeiro espírito cristão” e exalta que a Associação é um movimento de empresários de inspiração cristã, destinado a fomentar a consciência do seu dever de estado e de promover a melhor contribuição empresarial a bem comum econômico. Importante ressaltar que a ADCE é associada à UNIAPAC – União Internacional Cristã de Dirigentes de Empresas com sede em Bruxelas, na Bélgica, cuja fundação se dá em 1931.

Ou seja, a busca pela espiritualidade nas organizações parece ser um caminho sem volta, pois as empresas não querem apenas os colaboradores especialistas em determinadas atividades, querem pessoas que saibam relacionar-se. As empresas estão optando pela boa ética, excelência, verdade, transparência, comprometimento, respeito.

Interessante é que muitas empresas não fazem esse tipo de divulgação. Sejam  quais forem  os motivos. Aqui cabe uma citação do professor, advogado, economista e mestre em administração Jair Moggi: “Quem tem experiências espirituais não fala e quem fala não as tem”.

 

Assim, o ditado popular vai nos dizer que a propaganda é a alma do negócio, talvez no campo da espiritualidade não haja necessidade de divulgação.



Escrito por Júnior Poli às 16h27
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Espiritualidade nas empresas (8)

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Algumas organizações começam a explorar a espiritualidade através da religiosidade de seus colaboradores. Seja por um momento de oração antes de iniciar as atividades, seja no início da semana, ou quando a semana termina através de uma forma de agradecimento...

O tema espiritualidade parece chamar tanto a atenção, que a Revista Exame publicou 2 matérias sobre o assunto. Talvez pela importância dada à espiritualidade no mundo corporativo. Em uma matéria de Mauro Silveira sob o título: Tenha fé – As empresas estão descobrindo que o estímulo à espiritualidade dos funcionários pode se transformar, o autor inicia com um exemplo real:

 

Todos os dias, quando chega ao trabalho, em São Paulo, o consultor Gutemberg B. de Macedo percorre os quatro cantos do escritório ainda vazio. Em silêncio, reza e pede a Deus que o ajude na missão de orientar executivos na busca de uma recolocação no mercado. No fim do expediente, quando todos já se foram, ele volta a caminhar pela empresa. Agradece por mais um dia e faz um pedido especial: que aqueles talentos que passaram pelo seu programa de outplacement consigam encontrar rapidamente o emprego de que necessitam. "Isso aqui é o meu ministério", diz. "Você não consegue manter o ânimo de um profissional que acabou de ser demitido apenas com teoria gerencial. É preciso oferecer um suporte espiritual às pessoas para que saiam da minha sala melhor do que quando entraram."

  

Parece um ritual incorporado à sua rotina de trabalho, onde o consultor demonstra toda a sua fé em um Deus que ele crê e que vai além do templo da igreja. O consultor acredita que Deus pode ajudá-lo em sua tarefa de orientar executivos na busca de uma recolocação no mercado. E da mesma maneira em que ele pede ajuda, também reconhece que é necessário agradecer.

O mesmo autor ainda cita uma definição do teólogo Leonardo Boff, a fim de ressaltar “que a espiritualidade não deve ser encarada como religiosidade, mas como uma ação provocada por ela”. A reportagem revela ainda:

  

Inúmeras empresas nos Estados Unidos já tratam do tema com naturalidade. Na Service Master Industries, por exemplo, a diretoria definiu, por ordem de importância, seus quatro princípios básicos, e os divulgou por toda a companhia: honrar a Deus em tudo o que fizerem, ajudar as pessoas a se desenvolver, perseguir a excelência e, por último, aumentar a lucratividade.

 

Percebemos que o autor utiliza o termo: naturalidade – referindo-se aos Estados Unidos, tanto que diz ‘inúmeras’ empresas. Dado interessante é que parece que as empresas estão colocando o lucro em uma posição mais abaixo no pódio das importâncias da empresa, evidenciando Deus em primeiro lugar. O que nos leva a pensar que as empresas estão pensando na longevidade e em criar um ambiente melhor de trabalho e de bom convívio.

 A matéria continua explorando esse ambiente organizacional envolvido na espiritualidade agora trazendo outros exemplos de empresas brasileiras:

  

É claro que, embora distintas, espiritualidade e religiosidade andam muito próximas – algumas vezes até de mãos dadas. Na Companhia Energética Santa Elisa, sediada em Sertãozinho, em São Paulo, elas se confundem. A empresa construiu uma capela em suas dependências para realizar missas, batizados e até casamentos. No início e no fim da safra de cana-de-açúcar, um padre percorre as instalações e benze maquinários e funcionários, que também podem recorrer ao atendimento espiritual durante todo o ano. Vários deles participam de grupos de orações dentro da companhia. "Respeitamos todas as religiões e estimulamos as pessoas a ter fé", afirma Rosmary Delboni Ortolan, diretora de recursos humanos. "Só pessoas felizes trabalham bem."

 

Pela matéria, percebemos se tratar de uma empresa que professa a religião católica ao citar capela, batizados, casamentos, padre... Ou seja, a empresa parece conscientizar os seus colaboradores de que é necessário algo mais além das tarefas cotidianas. De que a bênção de Deus concorre para o bem não só da empresa mas também de todas as pessoas.

 Dirigindo-se para a região sul do país, o exemplo vem de outra empresa, porém, pertencente à Igreja Adventista do Sétimo Dia:

 

Na Superbom, tradicional empresa de alimentos, com fábricas em São Paulo e em Santa Catarina, os funcionários se reúnem às 7 horas da manhã diariamente para a leitura de um texto religioso. Durante 15 minutos, no horário de expediente, eles meditam sobre o que acabaram de ouvir. O diretor-geral, Itamar de Paula Marques, está sempre presente. "O resultado é um clima interno muito bom", diz Jair Helfenstens, gerente de recursos humanos. "Há também uma equipe de evangelização que utiliza nossas instalações e oferece apoio espiritual e estudos bíblicos aos interessados."

 



Escrito por Júnior Poli às 19h20
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Espiritualidade nas empresas (7)

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1.2.2   VIVÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE NO LOCAL DE TRABALHO

 

Não é difícil encontrar uma pessoa espiritualizada semi-analfabeta ou até mesmo analfabeta, porém, uma pessoa rica em sabedoria. Como também não é difícil encontrar uma pessoa religiosa altamente alfabetizada, porém, pobre espiritualmente, rancorosa, amargurada, revoltada...

A vivência da espiritualidade no ambiente de trabalho é benfazejo, salutar e valoroso.

Em artigo para o website GuiaRH, Gilberto Velloso traz alguns questionamentos sobre espiritualidade nas empresas e demonstra ser um importante caminho a ser seguido:

 

A espiritualidade, que sempre esteve mais restrita às religiões, está hoje penetrando campos inesperados. Quando poderíamos imaginar que empresários e executivos buscassem ajuda em atividades tão diferenciadas, dentre as quais estivesse a espiritualidade? Quando poderíamos imaginar que um dia pudessem ser realizados congressos com a presença deste tema? Ficamos admirados com sua emergência e imaginamos que isto tenha acontecido de repente. Sem que pudéssemos esperar, a espiritualidade nos surpreende ao surgir como uma espécie de tábua salvadora para nossas angústias atuais. É o que parece, mas a espiritualidade vem sendo semeado há muito, inclusive por homens de ciência.

 

Um mundo novo que começa a ser descoberto nas organizações. Como neste mundo organizacional se propaga que não se pode perder oportunidades, então a espiritualidade apresenta-se como tal a fim de se colher bons frutos.

Ao partirmos do pensamento filosófico de Aristóteles que diz que o ser humano é um animal racional – e até hoje repetimos esse pensamento – e do pressuposto da integralidade do ser humano em corpo, alma e espírito, dotado de inteligência, aptidões, talentos, quanto mais expandir suas potencialidades melhor o será.

Acreditando que “a espiritualidade é o grande capital desta era”, o economista, advogado e mestre em administração pela (FEA-USP), Jair Moggi, afirma:

 

“Em minha opinião, a espiritualidade é o grande capital da nossa era, uma megatendência que influenciará, daqui para frente, todas as outras. O espiritual, que também pode ser definido como o impalpável, o simbólico, o tipicamente humano, é o que predominará nas próximas décadas. As artes terão mais valor, a sensibilidade e a beleza serão cada vez mais procuradas, a ética não poderá ser descartada jamais, a verdade e a transparência nas relações serão cada vez mais valorizadas.

 

Discorrendo sobre o tema o autor se depara com algumas auto-indagações: “Mas essa espiritualidade tem algo a ver com religião?” e “Isso seria complicado, não?” E assim responde:

 

Seria complicado, sim, tem razão: se há algo que as empresas não precisam neste estágio de desenvolvimento da humanidade é trazer para suas fronteiras internas o proselitismo religioso com todas suas conseqüências nefastas vistas ao longo da história. A espiritualidade nas organizações não deve ser confundida com religiosidade, de modo algum.

 

Compreender a espiritualidade para ser vivida no local de trabalho, no mundo dos negócios, pode se dar através do sentido místico, isto é, aquilo que não vemos, mas podemos intuir existir, aquilo que as tradições e culturas respeitam como sagrado, como amor, respeito à vida, verdade, bondade, fraternidade.

Nesse pensamento de uma humanização no ambiente de trabalho competitivo, e muitas vezes com chefias autoritárias, arrogantes e até inescrupulosas, Arruda salienta:

 

A espiritualidade nos negócios pode ser entendida como a humanização do trabalho, a partir da abolição de atividades puramente técnicas e das temidas chefias autoritárias. É o clima de harmonia entre as pessoas que transforma o local de trabalho. O foco da espiritualidade no trabalho é a busca de estados mais elevados de consciência e o alinhamento das ações das pessoas, das equipes e das organizações com seus propósitos e missões de vida. (ARRUDA, 2005, p. 52)

 

Arruda (2005, p. 52) ressalta ainda que a “espiritualidade é a essência do homem, é o seu ser, é a maneira de se comportar, agir e pensar.”  Ou seja, dentro de uma organização podem existir várias pessoas, de diferentes religiões, mas cada uma tem sua essência, seu caráter, seu modo de pensar e agir, suas virtudes.



Escrito por Júnior Poli às 21h35
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Espiritualidade nas empresas (6)

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1.2      ADVENTO DA ESPIRITUALIDADE NAS EMPRESAS

1.2.1   A IMPORTÂNCIA DA ESPIRITUALIDADE NAS EMPRESAS

 

Desde o final do século passado e com o surgimento da globalização, muitas empresas passaram a oferecer no mercado produtos e serviços de qualidade, preços relativos, atendimento preferencial, dentre outras tantas vantagens. As empresas precisavam buscar novos meios para continuarem no mercado ou estarem fadadas à estagnação e até mesmo à falência.

A concorrência desenfreada e a busca endoidecida pelo lucro tornou-se luta de leões. É preciso produzir mais, vender mais, ganhar mais, e assim por diante.

Os investimentos tecnológicos cada vez maiores proporcionaram e proporcionam a modernização das empresas, fazendo com que obtenham melhores resultados.

Com tudo isso, a carga de trabalho também aumentou. As pessoas estão passando mais tempo nas empresas. Outro tanto de profissionais levam trabalho para casa. Tal situação tem afetado a saúde de muitos trabalhadores.

Diante de um “mundo” altamente estressante, executivos, diretores e gestores  repensam formas de gestão. Para isso, tem-se falado e discutido sobre a espiritualidade nas empresas.

Alkindar assim defende a importância da evolução espiritual na empresa:

 

Espiritualidade na empresa deve ser vista como ação da religiosidade, ou seja, o fato de o funcionário pôr em prática – em favor do próximo – o que sua religião ensina.

 

Claramente não se trata de proselitismo, mas de pôr em prática aquilo que se aprende. As pessoas que buscam a espiritualidade certamente tornam-se mais sábias e conseqüentemente pessoas de sucesso.

Leonita Trentin, após obter um relato de um amigo empresário sobre insucessos, desgraças, perda da saúde, estresse elevado, esgotamento físico e mental e toda a correria da vida moderna, voltou à vida e pôde ver que vale a pena viver através da busca da espiritualidade.

Infelizmente, a cada dia que passa tomamos conhecimento de relatos de pessoas que chegaram ao seu limite. Estafaram. Outras até surtaram. Pessoas que não estão suportando o peso das tarefas, das responsabilidades, do jugo a que são submetidas, onde as demandas e as cobranças por resultados são cada vez mais exigentes e cada vez maiores.

Assim, aquela máxima popular conhecida no meio religioso, de que rezar faz bem à alma, tem se tornado novidade em setores antes pouco explorados.

  

Há alguns anos o tema espiritualidade vem ganhando força dentro das organizações, antes era visto como um tabu dentro das empresas, um assunto desligado do universo organizacional, como algo religioso ou até místico, hoje se insere como uma dimensão estratégica, na medida em que dá mais significado à missão da empresa e ao trabalho das pessoas, e é tratada com mais naturalidade por empresários, executivos e trabalhadores. (ARRUDA, 2005, p. 31)

  

Talvez a ideia de que as empresas não têm coração precise ser revista, repensada, por aqueles empresários, executivos, gestores, com tal pensamento, pois as empresas têm seus colaboradores e estes são dotados de coração. As pessoas se inter-relacionam. As relações internas (colaboradores, subordinados, superiores, executivos...) e externas (clientes e fornecedores, por exemplo) produzem efeitos, ações, reações, desdobramentos. Isso significa que as empresas precisam aprender a administrar os sentimentos das pessoas. Uma nova forma de gestão? Sim. Gestão sentimental, ou como batizaram os estadunidenses: gestão espiritual.

Muito se fala em trabalho em equipe. Para que isso ocorra, é preciso investir nas pessoas. Patrícia Bispo destaca que o profissional de RH deve estar muito atento e:

  

Já o profissional de RH também exerce papel fundamental na melhoria da qualidade de vida dos colaboradores. Por traçarem rumos, mostrarem caminhos, selecionarem consultores e contratarem treinamentos, os RH têm ainda que enfrentar outro grande desafio. “O profissional de RH não pode desconhecer a importância da educação comportamental. Não é incomum que a empresa possa contratar um funcionário pela sua capacidade técnica e, depois, ter que demiti-lo por este não saber relacionar-se com os colegas e por desagradar ao grupo.

 

A autora salienta a qualidade de saber se relacionar que o profissional precisa ter. Não adianta escolher o melhor profissional para determinada função e mais tarde descobrir que ele é ótimo naquilo que faz, mas não consegue conversar com um colega.

Alkindar de Oliveira enfatiza que espiritualidade na empresa significa ações da empresa e do seu quadro de funcionários que permitam estabelecer um clima de cooperação mútua e de respeito ao próximo e à natureza. Destaca, ainda, 4 pontos relevantes da empresa que tem Deus em seu ambiente:

 

a)    Transcende o sentido de identidade do funcionário, isto é, respeita e valoriza-o independentemente do seu sexo, profissão, cor, raça, crença, ideologia;

b)    Crê que cada ser humano é portador de uma essência superior, ou de uma centelha divina;

c)    Respeita a condição evolutiva de cada funcionário;

d)    Procura resolver, sem paternalismo, as dificuldades sociais e culturais do funcinário.

Ao encontro do famoso ditado popular: “É preciso matar um leão por dia.” Ou seja, dito por aqueles e aquelas que encaram o trabalho como algo terrível, penoso,  Peter Druker vai dizer: “Ganhar a vida já não é suficiente; o trabalho tem de nos permitir vivê-la também.” E aqui cabe uma reflexão: Será que estamos permitindo-nos viver além de apenas buscar o “suficiente”?

Portanto, é perfeitamente possível estabelecer uma relação entre empresa, emprego e espiritualidade. Desde que haja cooperação mútua, com adoção de princípios e valores na esfera do inter-relacionamento pessoal.



Escrito por Júnior Poli às 22h16
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Espiritualidade nas empresas (5)

continuando...

A Igreja Católica constitui-se de uma estrutura hierarquizada e segundo o Papa João Paulo II, em seu discurso aos participantes na Assembleia Plenária da Congregação para o Clero, afirma que “a sua constituição hierárquica fundamenta-se sobre a vontade de Cristo e, como tal, faz parte do "depositum fidei", que deve ser conservado e transmitido integralmente ao longo dos séculos.”

Seu objetivo é a conversão ao ensinamento e à pessoa de Jesus Cristo em vista do Reino de Deus. No documento “Exortação Apostólica – Ecclesia In América” o Papa João Paulo II reafirma o mandato da Igreja Católica:

  

O mandato de evangelizar, que o Senhor ressuscitado deixou à sua Igreja, está acompanhado da certeza, baseada na sua promessa, de que Ele continua vivo e agindo entre nós: « Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo » (Mt 28, 20). Esta misteriosa presença de Cristo na sua Igreja constitui para ela uma garantia de sucesso no cumprimento da tarefa que lhe foi confiada. Ao mesmo tempo, tal presença torna possível o nosso encontro com Ele, como Filho enviado pelo Pai, como Senhor da Vida que nos comunica o seu Espírito.

 

A Igreja Católica manifesta sua devoção à Virgem Maria, diz o Papa Paulo VI na conclusão do documento Marialis Cultus:

  

Um tal culto à Virgem Santíssima tem raízes profundas na Palavra revelada e, conjuntamente, sólidos fundamentos dogmáticos: a singular dignidade de Maria, "Mãe do Filho de Deus e, por isso, filha predileta do Pai e templo do Espírito Santo;

  

Compete ao católico o desejo de conhecer a vontade de Deus, através da prática dos ensinamentos revelados pelo próprio Jesus (que são os mandamentos de amor ensinados por Ele: amar a Deus sobre todas as coisas; amar ao próximo como a si mesmo; e amar uns aos outros como Eu vos amei.), a prática das boas obras e também das regras propostas pela Igreja Católica.

 

Conhecendo um pouco de algumas religiosidades, dentre muitas, podemos perceber que existem regras, práticas, normas, crenças, devoções, tradições, ritos, que devem ser seguidos por seus fiéis crentes. Em todas é possível perceber que cada indivíduo deve preocupar-se com o próximo. Que a crença em um Deus não significa sinal de fraqueza e sim um sinal de força. Em cada religiosidade está intrínseca a fraternidade, a solidariedade, a boa ética e sobretudo o amor.

 

Vasconcelos (2007, p.25) salienta quando a religião – “seja ela qual for – ajuda a criatura humana na sua integração com o criador, na convivência harmoniosa com os seus semelhantes (mesmo se abraçarem outros credos)”, cumpre fielmente o seu papel. Corrobora com tal afirmação Arruda (2005, p.57), ao destacar que “a religião é de grandíssima importância na sociedade”, e mais:

  

A perpetuação das diversas religiões, em todo o mundo, é prova suficiente da tentativa do homem influenciar o comportamento social a caminhar na direção certa. A religião constitui uma forma de disciplina moral e social. (ARRUDA, 2005, p. 57)

  

Podemos perceber que cada religião procura mostrar a seus fiéis e seguidores como bem praticá-la.

Qual o intuito das religiões? Que seus membros sejam pessoas éticas, íntegras, honestas, fraternas, solidárias, altruístas, que saibam valorizar a humildade, a gratidão, o perdão, e, sobretudo, o amor ao seu semelhante.

A bem da verdade, nem todas as pessoas religiosas são espiritualizadas. Muitas têm as suas devoções, crenças, práticas, mas mesmo assim, são pessoas inescrupulosas, azedas, rancorosas, que passam mais tempo murmurando e lamentando do que louvando e agradecendo a Deus. Já as pessoas espiritualizadas são aquelas que, quando encontramos, percebemos estar ao lado de alguém iluminado, abençoado.

Resumindo em breves palavras: a religiosidade é um caminho que conduz à espiritualidade. Depende da pessoa. Depende da abertura do coração. De querer pôr em prática, pois na Bíblia dos cristãos há um versículo que diz “Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma.”



Escrito por Júnior Poli às 23h36
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Espiritualidade nas empresas (4)

continuando...

1.1.2  Definindo religiosidade

Outro ponto abordado: religiosidade. Poderia alguém questionar: Mas espiritualidade e religiosidade não seriam as mesmas coisas? Aparentemente sim. A religiosidade está atrelada a uma crença, uma fé em um ser superior.

A definição de religiosidade segundo o dicionário Aurélio:

  

Tendência para os sentimentos religiosos, sobretudo fora de qualquer religião em particular: a religiosidade de Rousseau. Qualidade do que é religioso. Exação, escrúpulo, pontualidade, zelo.

  

Quando se fala em religiosidade vale lembrar que no Brasil existem várias religiosidades: africana, indígena, católica, judaica, dentre tantas outras.

Com referência à indígena são quase 200 culturas, com língua, religião e organização distintas entre si. Davi Souza em seu estudo: Fundamentos e Elementos Caracterizantes da Religião Indígena destaca:

  

A religião indígena é bastante ligada à natureza, à terra e  à tudo que é proveniente dela, e ainda, ao mundo animal e aos poderes sobrenaturais que estes e alguns homens possuem. Em síntese, estamos pensando na religião do xamanismo, onde estudaremos os seus principais fundamentos e características.
Sabe-se que, muitas vezes, no decorrer da história, os povos indígenas foram destacados como personagens sem crença alguma, que não tinham deus ou deuses, ou até mesmo ídolos, ou seja, não havia religião alguma.

 

 Segundo o autor, para a religiosidade indígena, existe o Ente Supremo ou ainda que os índios conheciam uma Entidade Superior, possuindo seus ritos importantes para a sustentação da religião.

 Quanto à africana, ensina Ifatolá, “A religiosidade africana tem muito para dizer sobre Deus. O monoteísmo africano focaliza Deus como sendo o criador e toda a sustentação eterna de todas as coisas.” Ensina ainda:

 Um aspecto muito forte da religiosidade africana é seu monoteísmo. De leste a oeste, do norte ao sul da África, são unânimes em proclamar que há somente: Um Deus, que é criador de tudo”. [...] O indivíduo encontra sua identidade melhor em tudo, com relação a outras pessoas, na família, em sua comunidade, e com seus próprios descendentes (físicos ou sociais). Dentro dessa comunidade é que ele aprende e experimenta e pratica os valores morais e espirituais. Estes valores incluem: amor, fraternidade, hospitalidade,  socorro, sustentação, generosidade, compartilhar, respeito...

  

Interessante ressaltar que a religião africana crê em um Deus criador de tudo e que existe a prática de valores como amor, fraternidade, hospitalidade, ou seja, aspectos sociais, coletivos e para tanto faz com que o individualismo tenha um papel muito pequeno. 

Considerada a primeira religião monoteísta da história, o judaísmo tem sua religiosidade fundamentada no antigo testamento. Thaysi Santos relata-nos:

 

Apesar de suas ramificações, o judaísmo tem como crença principal a existência de apenas um Deus, Yaweh, o Criador de tudo. Na visão judaica, Deus fez uma aliança com os judeus, fazendo deles o povo escolhido que alcançaria a 'terra prometida'.

A Bíblia é a referência para entender a história deste povo. De acordo com as Escrituras Sagradas, os judeus fazem parte da descendência de Isaac, filho de Abraão. Os doze filhos que Jacó, que era filho de Isaac, dão origem às doze tribos que formaram o povo judeu.

O hebraico é a língua litúrgica do judaísmo. Faz parte da tradição judaica a oração no muro ocidental, popularmente conhecido como Muro das Lamentações, vestígio da muralha que o rei Herodes construiu ao redor do segundo grande Templo de Jerusalém. Destruído pelo romanos no ano 70 d.C, o muro é hoje o principal local de oração dos judeus, que ali depositam seus pedidos de oração.

 

 Existem milhares e milhares de praticantes do judaísmo, porém, eles ainda estão à espera do Messias, pois não aceitam Jesus Cristo.

 Para os católicos, o nascimento da Igreja Católica se dá 50 dias depois da Páscoa do Senhor Jesus Cristo. Assim afirma o Para Bento XVI, em seu documento Regina Caeli, quando da Solenidade de Pentecostes em 27 de maio de 2007, diz o papa:

  

Portanto podemos dizer que a Igreja teve o seu solene início com a descida do Espírito Santo. Neste extraordinário acontecimento encontramos as notas fundamentais e qualificadoras da Igreja:  a Igreja é una, como a comunidade de Pentecostes, que estava unida na oração e "concorde":  "tinha um só coração e uma só alma" (Ato 4, 32). A Igreja é santa, não pelos seus méritos, mas porque, animada pelo Espírito Santo, mantém o olhar fixo em Cristo, para se tornar conforme com Ele e com o seu amor. A Igreja é católica, porque o Evangelho se destina a todos os povos e por isso, já desde o início, o Espírito Santo faz com que ela fale todas as línguas. A Igreja é apostólica, porque edificada sobre o fundamento dos Apóstolos, conserva fielmente o seu ensinamento através da cadeia ininterrupta da sucessão episcopal.



Escrito por Júnior Poli às 21h45
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Espiritualidade nas empresas...

Continuando... (3)

1.1.1   DEFININDO ESPIRITUALIDADE

 As velhas e famosas perguntas sempre estão à volta dos seres humanos: - Quem somos? – De onde viemos? – Para onde vamos? e sempre intrigaram e continuam intrigando a muitos.

A dimensão espiritual sempre esteve presente no curso da história humana deste mundo.

Uma das definições de espiritualidade pode ser encontrada no website da enciclopédia livre Wikipédia:

 

 

A Espiritualidade é uma dimensão da pessoa humana que traduz, segundo diversas religiões e confissões religiosas, o modo de viver característico de um crente que busca alcançar a plenitude da sua relação com o transcendental.

 

Percebe-se que espiritualidade está diretamente relacionada ao ser humano, ou seja, a pessoa que busca o transcendental, celestial, divinal. Esta busca pode se dar por várias espiritualidades.

 

O professor Jean Bartoli apresenta uma reflexão mais questionadora. Segundo ele,

 

A espiritualidade é uma dimensão essencial da experiência humana, independente dos “resultados” que ela possa produzir em termos de bem-estar, de relacionamento e... de produtividade!

 

Ao refletir sobre as indagações: - Espiritualidade? O que é isto? - o sacerdote católico Frei Patrício Sciadini, ocd, antes de dar  sua resposta à luz do evangelho comenta:

Não podemos confundir a espiritualidade no sentido católico do termo, esta não pode ter outro alicerce a não ser Cristo Jesus. Existem várias espiritualidades: budista, muçulmana, hinduísta, judaica... são janelas pelas quais as pessoas vêem a vida. Mas nós queremos ver a vida pela janela do evangelho e do coração de Deus, por isso o único alicerce de toda espiritualidade é a palavra de Deus que nos alimenta em cada momento.

 

Isso posto, responde Sciadini, que, para um católico, espiritualidade “é um estilo de vida pautado pelo evangelho que visa a imitar a pessoa de Jesus.” ; o que nos dias de hoje torna-se muito mais difícil, porém não impossível. Em um mundo altamente competitivo e estressante, tais idéias fazem com que as pessoas procurem evoluir a sua inteligência espiritual.

 

Alguns cientistas descobriram que o ser humano tem uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas, estas pesquisas mostram que existe uma base neurológica para as experiências espirituais e místicas. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. A inteligência espiritual é uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. (ARRUDA, 2005, p.87)

 

Isso significa um novo aprendizado para muitos. Pois até então se conhecia a inteligência intelectual, popularmente chamada de QI. Com o passar dos tempos, surgiu a inteligência emocional (QE). Porém, agora surge a inteligência espiritual (QS). Em outras palavras, QI está ligado à lógica, aos números; QE está ligado ao trabalho de lidar com as pessoas, requer sensibilidade.

 

A inteligência espiritual (QS) nos permite perguntar se queremos estar nessa situação em particular, isso implica em trabalhar com os limites da situação. O quociente espiritual tem a ver com alguma coisa que tem significado para o ser humano, e não apenas como as coisas afetam a emoção e a reação de determinada situação. (ARRUDA, 2005, p. 88)

 

Ou seja, ampliar a própria capacidade de autoconhecimento, como uma viagem para o seu próprio interior. O ser humano desenvolveu sua inteligência intelectual a ponto de chegar ao espaço sideral, de fragmentar até mesmo um átomo, sendo capaz de fazer incríveis jornadas por vários pontos do globo terrestre. Chegou a vez de fazer a incrível e fascinante viagem ao centro do seu próprio coração. Descobrir-se. E dessa maneira preencher vazios. Em sua visão Williams (2003, p. 1) “Espiritualidade parece ser um bem humano básico essencial para a sua prosperidade.”

 

Percebendo que espiritualidade trata-se de um assunto amplo e muito abrangente, Vasconcelos assim define:

 

...espiritualidade como o processo de movimentação de poderosas forças universais que jazem no nosso íntimo em direção ao mundo exterior. No contexto do trabalho, implica em externar plenamente todo o arsenal de virtudes e qualidades intelectuais que já possuímos com vistas à construção de experiências mais enriquecedoras e realizadoras para nós e para os que nos cercam ou dependem do nosso esforço. (VASCONCELOS, 2007, p. 17)

 

Reafirma-se, assim, a pessoalidade, a subjetividade, ou seja, deve nascer no interior da pessoa em direção ao ambiente no qual ela está inserida. Proporcionar um ambiente melhor para se viver e conviver.



Escrito por Júnior Poli às 00h11
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